sábado, 5 de fevereiro de 2011

Para ti Pai...

                                   


Ao meu pai…
O meu pai, um Homem com um sorriso invejável, uma coragem e uma força impressionantes, um amigo imprescindível, um Homem com um carácter único, uma maneira de ser natural e um humor esplêndido. Digo todas estas qualidades do meu pai com a maior certeza. É óbvio que tem os seus defeitos, não fosse ele um ser humano, mas mostrou ser o maior Homem, mesmo na situação vida/morte.  Eu não sei bem no que ele acreditava, sei que teve a maior força, que não se deixou ir abaixo e que pensou sempre em nós. Falou comigo, explicou-me, é claro que não me contive. Foi a situação que foi, as palavras que eu não desejava ouvir, mas foi o abraço mais ternurento com mais amor que eu alguma vez esquecerei.  Eu posso não ter o meu pai fisicamente, eu posso não o ver, mas eu sinto-o, eu tenho o meu pai no coração e tenho um anjo sempre ao meu lado, que me ouve, que me guia e que vive eternamente comigo. Por isso é que neste texto falo do meu pai no presente, porque ele está sempre comigo. Podia não ser o pai mais rico, mas deixou-me a herança mais rica. Uma lição de vida, os melhores sorrisos, palavras, brincadeiras, o melhor abraço da minha vida e o maior amor de pai para filha e de filha para pai.                                                                                                                                  Um dia vou sentir esse abraço de novo.                                                                                                              
Um beijo da tua filha Sílvia                                                                                                                                   
Amo-te Pai


  Pai uma palavra que eu já não posso dizer mas posso sentir, é um homem que eu já não posso abraçar mas posso pensar.


 As pessoas perguntam se esta tudo bem eu digo que sim mas minto, o meu pai morreu a menos de 2 anos como pensas que eu me sinto.

 Dizem que a felicidade só é atingida em momentos escassos como eu ver o meu pai a dar-me um abraço.

  Penso no que poderia ter sido mas não penso muito porque não me arrependo de nada do que fizemos juntos. Claro que gostava de ter passado mais tempo contigo tu eras o meu pai mas também eras o meu melhor amigo.
 
Lágrimas caem da minha cara ao escrever este texto, mas eu sei que com lágrimas eu não afogo por isso choro. Ainda quero fazer tanta coisa de que tu te possas orgulhar mas não sei por onde começar.

 E tenho muitos sonhos mas o maior é que um dia nos possamos encontrar.
 
Agora dizem que sou parecido e eu fico meio chateado pois eu não sei metade do que tu sabias, nem sempre aprendemos da maneira certa tu eras um exemplo disso aprendeste de uma forma crua e dura mas se calhar é por isso que te tornaste um grande homem e para mim um grande mas mesmo grande PAI.
Do teu filho Luizinho
                 
PAI

Sei que não posso abraçar-te, que não posso tocar-te, que não posso ver-te, que desejo olhar-te, que te quero falar, que quero dizer-te “PAI”, que quero ter-te(…)
Sei que deves querer dizer-me mil e uma coisas, que deves querer punir-me por certos actos, que deves querer impor o respeito de Homem da casa, que deves querer rir comigo, que deves querer fazer-me entender os “porquês?” desta idade, que te sentes só e acompanhado ao mesmo tempo, que nos amas acima de tudo.
Quando era pequenina eu pensava que a vida era só feita das presenças humanas, feita do barulho desorganizado, feita de palavras e risos, abraços e passeios, e que aquela coisa a que chamavam de morte não existia. Era uma mera criança…
Hoje sei que tudo não passava  de uma ilusão, que a vida é dura, que magoa e faz doer bem cá dentro e bem lá no fundo, que traz pesos e alívios, que revolta e da vingança, e que rouba algo valiosíssimo.
E hoje sei-o, porque odeio a tua ausência, porque és tão importante como eras, porque o teu valor não diminuiu, porque sei que continuas bem, bem cá dentro.
És o vero Homem em que a originalidade e a habilidade eram completamente e sem duvida genuínas. És o Pai que repleto de diversão, me defendias das “garras” da mãe, abrigando-me entre as tuas pernas, e que me chamavas carinhosamente de ‘Tarinó’ :)
Quero poder tornar-te orgulhoso de mim, tal como deixaste o orgulho em mim.
Venero a tua presença, porque necessito de ti.
AMO-TE <3
Um beijo da Catarina!
                                                                                                 

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