segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quero agradecer a todas as pessoas que têm tido curiosidade em ver o meu blog. Obrigada pela força que me dão, pelas mensagens para o telemóvel e para o facebook, pelo que me têm dito pessoalmente e sobretudo por terem orgulho no meu Pai* . Este blog é muito importante para mim, porque faz-me sentir mais perto do meu Pai e de o admirar. Muito Obrigada a todos
Boa noite Pai,
Hoje tive muita vontade de te falar. Como é sexta-feira cheguei da universidade e foi muito triste. Cheguei a casa é um grande alívio saber que já estou em casa para estar com a mãe, com os manos e com os avós. Mas chego e falta sempre alguém…esta um lugar vazio. Pai faltas sempre tu, sobra-me sempre um beijo, dá-me uma grande vontade de chorar, vou para o quarto deitar-me na cama e pensar quando será que vou chegar a casa e poder abraçar-te. Agora tenho estado muito deprimida, muito magoada, desiludida, frágil, porque penso em coisas muito más, como estarás agora e é muito mau pensar. Imaginar-te a sorrir e agora imaginar-te no cemitério é MUITO triste. Meus Deus se peço alguma coisa é para me dares um sinal que o meu pai está bem, que está feliz e que ainda vou ter a oportunidade de o abraçar. A vida é muito triste, é muito cruel, tira-nos as pessoas boas e que mais falta nos fazem. Agora vivo com o medo de perder mais alguém que amo, com o medo de voltar a sentir esta dor de revolta, esta saudade incontrolável, esta curiosidade possessiva. Eu gostava de poder voar, voar para passar por todo o mundo para ver por onde andas e se me queres á tua beira. As vezes também penso que se calhar choramos e desesperamos sem razão, porque a morte pode ser o verdadeiro nascimento. Vou-me deitar com esse pensamento pai, que morreste para viver mais e melhor. Beijinhos 18-02-2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011


Pai olha nós os dois nesta foto, olha alegria de estarmos juntos. Quem me dera ainda ter essa idade, quem me dera fechar os olhos e tudo isto ser um pesadelo. Juro que ainda tenho esperança que voltes porque tenho tanta coisa para te contar… queria que soubesses como está tudo aqui! Ontem a avó fez anos. Sei que se tivesses aqui ías logo cantar os parabéns com aquele teu sorriso em que os teus olhos brilhavam. É tudo tão estranho Pai…faltas sempre tu num cantinho de toda a parte da casa, falta eu estar em cima e ouvir-te tossir em baixo, falta o teu abraço, o teu aconchego, falta tu a fazeres o “lobo mau” para nós, falta as tuas gargalhadas, falta perguntar-nos como vai a escola, falta dar os beijinhos na testa, falta irmos passear até a quinta da folha, falta irmos comer gelados de máquina, falta ir contigo ao intermarché, faltas no café, ficou tanta coisa Pai... eu amo-te, eu tenho muito orgulho, muitas saudades, muita vontade de te abraçar, oh Pai aparece para mim…Queria contar-te como vai a universidade, como vão os manos, como vai a mãe, os avós, como vai tudo! Cada dia tenho uma dor maior, é uma injustiça e eu não me conformo. Se neste momento inventassem alguma coisa que nos fazia viver eternamente eu não queria Pai. Eu quero morrer, porque quero voltar a encontrar-me contigo e quero lembrar-me de tudo o que está acontecer agora para te contar. Uma das coisas que mais queria era que me levasses ao altar um dia quando casar. Sei que apesar de não te ver vais levar na mesma, por isso é que mais ninguém vai entrar comigo no altar a não seres tu. Sei que nesse dia não vou conseguir conter as lágrimas, porque tens de lá estar, porque sem ti não faz sentido. Eu sei que ainda falta muito tempo mas eu digo estas coisas porque não paro de pensar no pouco que aproveitamos e no tanto que tínhamos para aproveitar. A vida é mesmo muito complicada. És a minha estrelinha Pai!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


Tenho andado a pensar neste blog  e trabalhado nele a uma semana. Mas só hoje é que disse as pessoas que tinha um blog. Porque hoje? Porque infelizmente hoje faz 2anos que o meu pai faleceu. Pai sei que já nada posso fazer por ti, sei onde estás e quero ainda poder dar-te alguma coisa. Já fiz uma tela em tua homenagem e sei que estás orgulhoso de mim, mas todos os dias penso no que posso fazer mais e agora surgiu a ideia deste blog. Já passaram 2anos, por um lado parece que foi ontem pois eu ainda não acredito que nunca mais te vou ver, mas por outro lado já foi a muito tempo, porque as saudades são muitas, o aperto no coração é cada vez maior, é uma dor… Com o passar do tempo admito que tem sido muito mais difícil. Olho para uma fotografia choro, penso em ti choro, quando vou visitar-te sozinha choro, quando não vou tento sorrir aguentar porque tenho medo de a qualquer momento chorar, porque admito que sempre fui chorona, mas que agora sou cada vez mais. Eu juro que o que me dói mais não é dizer que perdi o meu pai, é pensar em ti…é pensar no quanto amavas a vida, que gostavas mesmo disto, que ainda eras novo e tinhas tanta coisa para acompanhar dos teus filhos. Agora que entrei na universidade, gostava tanto que me visses trajada. Aposto que ias brincar comigo, eu sei que ía ser um orgulho e isso dói-me tanto…  ai Pai a falta que nos fazes. Eu olho para o teu sofá e tu estás sempre lá, eu vou a qualquer lado e imagino nós a entrar, eu de braço dado contigo como fazia muitas vezes e que eu adorava. Quando vejo o teu carro na rua é muito mau… eu não aguento choro logo e digo oh meu deus porquê o meu pai é injusto! Sofres-te tanto…digo sinceramente que antes queria que tivesses morrido de acidente. A vida não é justa… sei que antes de partires gostavas de ter escrito um livro. Não o posso fazer porque nem sei o que querias escrever, mas pelo menos tens este blog com muito amor, com muita saudade, com muito carinho e sobretudo com muito orgulho…  agora que já coloquei este texto, vou desligar o computador e vou ter contigo  para te pôr um raminho e uma vela! Amo-te 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ser fadista foi meu sonho
Mas não foi esse o meu fado
Deus traçou-me outro destino
Cheio de amor e carinho Fui cantar para outro lado

Abandonei a guitarra
Despedi-me e fui pra longe
Deixei tudo o que gostava
Pra responder à chamada
Pois meu destino é ser monge

As saudades que eu senti
Descrevê-las bem não sei
Pois esta vida de luz
Que à verdade nos conduz
Vale bem o que deixei

Não choram pelo meu fado
E de mim não tenham dó
Sou feliz e só por isto
Entreguei-me todo a Cristo
Nunca mais me senti só

Frei Hermano da Câmara


Choro na escuridão em busca da tua imagem. Procuro perceber o porquê de teres ido tão cedo, eras tão novo *'
Sabes, tive um sonho contigo, e foi o melhor sonho da minha vida pai. Foi assim:
Estava na cidade, e enquanto passeava ia sorrindo, como tu sempre me ensinas-te a sorrir. Passava o tem-tem quando tu de repente apareces-te, quando de repente olhei em frente e lá estavas tu, a sorrir, com aquele olhar inocente e meigo, com os olhos postos em mim como quem dizia : ''aquela é a minha menina!''. Estavas com as tuas mãos grandes e fortes, que nunca me deixaram cair, cruzadas, á espera que eu reparasse em ti.
Eu olhei, vi-te e tu simplesmente esperavas que eu corresse em tua direcção. Eu não o fiz, não tive reacção sequer. Primeiro fiquei chocada ao ver a tua imagem, desatei a chorar sufocadamente e tudo me caíu ao chão. Só depois corri para ti. Dei-te o abraço mais forte que uma filha pode dar a um pai, e não bastou. Toquei em ti sem parar, para ver se realmente eras tu, se estavas mesmo ali.
Abraçaste-me também com os teus braços fortes e não me largavas. Eu chorava tanto. E todos ficaram chocados, tu supostamente tinhas morrido, como é que era possível estares ali ?
Passava-me tanta coisa pela cabeça que nem falar eu conseguia. Beijei-te vezes sem conta e só dizia 'pai, pai '.
Depois acordei.
Acordei a chorar sufocadamente como no sonho, e depois ainda chorei mais. Eu não queria ter acordado, queria que aquele momento permanecesse no meu pensamento. Mas mais que tudo, queria que aquele sonho se tornasse realidade, que vivesse aquilo contigo.
Ó pai, jura por tudo que cuidas de mim, que nunca me vais deixar! Eu dava tudo para estar contigo agora, mas tudo mesmo!
Depois de acordar decidi escrever o sonho aqui, postá-lo nesta foto porque esta sou eu, porque sou o teu fruto, porque foste tu quem me deu a vida.
E sei que amanhã vou estar lá, junto da tua campa, para pelo menos regar as flores que são a única coisa que te podemos dar neste momento. Vou estar lá para te dizer 'bom dia!' , mesmo sabendo que nunca mais mo irás desejar também.

Até amanhã PAI ♥

Catarina
28.12.2010
Infelizmente momentos como este não terei mais nenhum..
O meu pai partiu antes do tempo (muito antes) mas os momentos que passamos foram únicos e muito bem aproveitados, não me arrependo de nada do que passamos juntos, mas á medida que vou cresendo vejo que a vida é dura e magoa mas ninguem me disse que ela era fácil ...
Tudo o que irei conquistar é para vocês (família) e especialmente para ti Pai.. (Amo-te pai, Amo-vos familia e amarei-vos sempre
)
Luizinho

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Como tudo aconteceu...

20anos
Perdemos um Pai, ganhamos um anjinho


Quatro anos antes de o meu pai morrer, descobriu que estava com problemas de saúde sérios no fígado. Foi uma notícia preocupante, mas pensávamos nós que com um tratamento adequado e cuidados o problema ficava resolvido. Não sei bem o que o meu pai pensou nesse momento, pois ele sempre transmitiu uma força muito grande. O que é certo é que continuou a fazer a sua vida normal, ía trabalhando para sustentar a família, nós estávamos bem em termos familiares, tudo a correr bem. Passado um pouco mais de três anos do meu pai descobrir que estava doente, começou a sentir o seu corpo diferente, um grande cansaço, o corpo sentia-se fraco, com isso foi ao médico e reformou-se por invalidez. Estava reformado, quando finalmente conseguiu a casa porque sempre lutou. A casa estava em muito mau estado, mas o meu pai não foi abaixo e desde logo quis começar as obras sozinho. Tratou de tudo a seu gosto... Todos os dias lá ia ele para a casa fazer mais um bocadinho. Ainda me lembro tão bem de ir lá levar-lhe o lanche e ele dizer sentado no banco a lanchar “olha filha gostas daquilo? Achas que está bem? Olha como está a ficar aquilo.” E assim foi durante 8 meses. Passado esses meses, mês de Setembro, mudaram-se para lá. No mês de Novembro o meu pai foi internado no hospital de Penafiel, para fazer um tratamento. Jamais pensei alguma coisa de pior daquele tratamento. Fui lá vê-lo com os meus manos e mãe e ele sempre a sorrir, parecia-me bem. Teve internado cerca de 3 dias e depois veio embora. Passado uns dias foi chamado ao hospital de S.joão  para ir a uma consulta como já tinha acontecido uns dias antes e o meu pai não se tinha sentido nada bem com o que lhe injectaram nesse dia. Então contou à médica o que tinha acontecido da outra vez e se aquilo era mesmo necessário. A médica disse que tinha mesmo de ser e o meu pai tornou a sentir-se mal com esse tratamento. Veio embora, uns dias passaram, passou o Natal, o ano novo e a meio de Janeiro o meu pai começou a inchar. Começou nos pés mas o meu pai achou que aquilo era passageiro e não foi ao médico. Passado dois dias começou a inchar a barriga. A minha mãe achou aquilo estranho, ligou para a linha 24 onde lhe disseram para ir imediatamente com o meu pai ás urgências porque aquilo era muito grave. Foram ás urgências, quando lhes foi dito que o meu pai tinha menos de um mês de vida, porque tinha três tumores no fígado e um deles tinha arrebentado. Agora imaginem a dor de alguém, o choque de saber que tinha menos de um mês de vida e que apesar de saber que tinha problemas sérios, não sabia que tinha tumores. Veio para casa com a minha mãe e teve uma conversa com o meu avô, passado uns dias com a minha a avó e passado mais uns dias comigo. Toda a família ficou a saber, todos os seus amigos e o meu pai passava os dias dele em casa no sofá ou na cama, a receber visitas de despedida. Ninguém pode dizer que o meu pai alguma vez foi abaixo, porque todos esses dias íam visitá-lo e ele sempre sorriu, dizendo que “a vida é assim, que tinha de se andar para a frente”, continuou sempre o mesmo brincalhão com as suas piadas, acreditem o meu pai é o orgulho de toda a gente. A conversa de despedida que tivemos só os dois, foi muito dura, ao ouvir as palavras dele, o que ele me pediu, o sorriso que me deu, foi a pior conversa da minha vida, o meu pai estava a dizer-me que ía morrer. Eu chorei logo sufocada. Eu não queria mas só quem passa é que sabe que é difícil não desesperar. Levantei-me, abracei o meu pai e disse “gosto muito de ti, um dia vamos encontrar-nos todos”. Naquele momento as lágrimas vieram aos olhos do meu pai e ele dizia “oh filhota a vida é mesmo assim”. Depois desse momento eu estive sempre do lado do meu pai. Os dias passaram e a barriga do meu pai cada vez inchava mais. Chegou a ir ao hospital de Penafiel pedir para tirar um bocado de líquido da barriga para aliviar pois mal conseguia comer, onde uma mulher que parece ter o curso de médica, só assim é que a posso tratar, fez o favor de gritar na sala de espera do hospital, que não tirava liquido nenhum, porque o meu pai tinha no máximo 15 dias de vida. Todos ficamos revoltados contra ela e o meu pai mais uma vez com o bom coração que tinha, não quis que se fizesse queixa contra ela. Embora no dia seguinte um dos directores do hospital ligou a pedir desculpa. O meu pai continuou em casa e numa quinta-feira estava eu na sala, com os meus irmãos e começou a dar a música “Lisboa menina e moça” e nós começamos a cantar. O meu pai estava sem forças sequer para abrir os olhos e derrepente começou a cantar a música connosco, foi um momento especial, mesmo naquela situação. No dia seguinte sentiu-se mal e a minha mãe chamou a ambulância. Estava eu a chegar a casa das aulas, quando vejo a ambulância a sair, fiquei com tanto medo. A minha mãe chegou a casa e disse que o meu pai tinha ficado no hospital muito mal. Vim para o quarto com os meus irmãos, falamos e ambos sabíamos que as coisas não estavam bem mas sempre a falar com esperança. No dia seguinte, sábado dia 7 de Fevereiro de 2009, parte da tarde eu e a minha mãe fomos ao hospital ver o meu pai. Quando chegamos ao hospital, vimos o meu pai numa cama com as cortinas quase todas tapadas e com a mascara de oxigénio. O meu pai não conseguia abrir os olhos nem falar, nós só conseguimos perceber que ele estava vivo porque mexeu os olhos. Depois a minha mãe disse-lhe “Luís está aqui a tua filha” e abriu-lhe os olhos e eu sorri para ele. O quarto estava frio e o meu pai ainda mais. Eu sei que aquilo já era de estar a chegar a hora, mas uma pessoa tem de ter uma boa qualidade de vida até ao fim. Eu e a minha mãe vestimos-lhe umas meias e pedimos mais um cobertor. Passamos ali a tarde as duas sentadas no sofá a chorar e eu sempre de mão dada com ele. Depois a minha mãe desceu para um tio meu subir e eu fiquei lá. O meu tio também percebeu logo que ali ía ser o fim. Quando o meu tio disse “eu já vou”, o meu pai mexeu-se porque não queria que fossemos. Eu também ía mas disse” eu não vou pai, vou ficar aqui contigo” e ainda ficamos lá mais um bocado. O meu pai durante a tarde foi-me apertando a mão. Pouco antes de ir embora ele estava de mão dada comigo e derrepente deixou cair a mão, por isso eu acho que foi aí que o meu pai morreu. Viemos embora e quando cheguei a casa fui logo ver o álbum de fotografias e pedir a Deus para salvar o meu pai, limpei as lágrimas e fui jantar. Mal me sentei na mesa a minha mãe entrou a chorar, agarrou-se á minha avó e disse “o meu marido morreu”. A minha avó começou logo a chorar e eu agarrei-me ao meu irmão a chorar, quando ele foi muito mais forte do que eu e disse “calma Sílvia nós já sabíamos”. De repente a minha casa encheu de gente a dar-nos força, a chorar, a tristeza era tanta. À noite os meus irmãos perguntaram-me se no funeral podiam dar beijinho ao pai e eu disse “claro que sim”. Mas afinal não puderam, porque o hospital só deixou abrir uns segundos para vermos o corpo e não podíamos tocar, pois disseram que a doença era contagiosa depois de morto. Ver o meu pai, aquele grande Homem de tanta força, tão amigo, tão brincalhão, que não se metia com ninguém estava ali e nunca mais vou poder ver o seu sorriso, ouvir as suas piadas e muito menos dizer  “Pai eu amo-te, obrigado por tudo”. E tudo aconteceu assim e eu só sei que é uma dor muito grande não só por eu ter perdido o meu pai, mas sim por ele, porque ele amava a vida e jamais merecia isto. Vou terminar este texto, porque já contei como tudo aconteceu, mas também porque já não consigo escrever mais hoje, as lágrimas não param de me cair e preciso de sonhar contigo…Boa noite Pai!                                     
04-02-2011/23h:30m 

Para ti Pai...

                                   


Ao meu pai…
O meu pai, um Homem com um sorriso invejável, uma coragem e uma força impressionantes, um amigo imprescindível, um Homem com um carácter único, uma maneira de ser natural e um humor esplêndido. Digo todas estas qualidades do meu pai com a maior certeza. É óbvio que tem os seus defeitos, não fosse ele um ser humano, mas mostrou ser o maior Homem, mesmo na situação vida/morte.  Eu não sei bem no que ele acreditava, sei que teve a maior força, que não se deixou ir abaixo e que pensou sempre em nós. Falou comigo, explicou-me, é claro que não me contive. Foi a situação que foi, as palavras que eu não desejava ouvir, mas foi o abraço mais ternurento com mais amor que eu alguma vez esquecerei.  Eu posso não ter o meu pai fisicamente, eu posso não o ver, mas eu sinto-o, eu tenho o meu pai no coração e tenho um anjo sempre ao meu lado, que me ouve, que me guia e que vive eternamente comigo. Por isso é que neste texto falo do meu pai no presente, porque ele está sempre comigo. Podia não ser o pai mais rico, mas deixou-me a herança mais rica. Uma lição de vida, os melhores sorrisos, palavras, brincadeiras, o melhor abraço da minha vida e o maior amor de pai para filha e de filha para pai.                                                                                                                                  Um dia vou sentir esse abraço de novo.                                                                                                              
Um beijo da tua filha Sílvia                                                                                                                                   
Amo-te Pai


  Pai uma palavra que eu já não posso dizer mas posso sentir, é um homem que eu já não posso abraçar mas posso pensar.


 As pessoas perguntam se esta tudo bem eu digo que sim mas minto, o meu pai morreu a menos de 2 anos como pensas que eu me sinto.

 Dizem que a felicidade só é atingida em momentos escassos como eu ver o meu pai a dar-me um abraço.

  Penso no que poderia ter sido mas não penso muito porque não me arrependo de nada do que fizemos juntos. Claro que gostava de ter passado mais tempo contigo tu eras o meu pai mas também eras o meu melhor amigo.
 
Lágrimas caem da minha cara ao escrever este texto, mas eu sei que com lágrimas eu não afogo por isso choro. Ainda quero fazer tanta coisa de que tu te possas orgulhar mas não sei por onde começar.

 E tenho muitos sonhos mas o maior é que um dia nos possamos encontrar.
 
Agora dizem que sou parecido e eu fico meio chateado pois eu não sei metade do que tu sabias, nem sempre aprendemos da maneira certa tu eras um exemplo disso aprendeste de uma forma crua e dura mas se calhar é por isso que te tornaste um grande homem e para mim um grande mas mesmo grande PAI.
Do teu filho Luizinho
                 
PAI

Sei que não posso abraçar-te, que não posso tocar-te, que não posso ver-te, que desejo olhar-te, que te quero falar, que quero dizer-te “PAI”, que quero ter-te(…)
Sei que deves querer dizer-me mil e uma coisas, que deves querer punir-me por certos actos, que deves querer impor o respeito de Homem da casa, que deves querer rir comigo, que deves querer fazer-me entender os “porquês?” desta idade, que te sentes só e acompanhado ao mesmo tempo, que nos amas acima de tudo.
Quando era pequenina eu pensava que a vida era só feita das presenças humanas, feita do barulho desorganizado, feita de palavras e risos, abraços e passeios, e que aquela coisa a que chamavam de morte não existia. Era uma mera criança…
Hoje sei que tudo não passava  de uma ilusão, que a vida é dura, que magoa e faz doer bem cá dentro e bem lá no fundo, que traz pesos e alívios, que revolta e da vingança, e que rouba algo valiosíssimo.
E hoje sei-o, porque odeio a tua ausência, porque és tão importante como eras, porque o teu valor não diminuiu, porque sei que continuas bem, bem cá dentro.
És o vero Homem em que a originalidade e a habilidade eram completamente e sem duvida genuínas. És o Pai que repleto de diversão, me defendias das “garras” da mãe, abrigando-me entre as tuas pernas, e que me chamavas carinhosamente de ‘Tarinó’ :)
Quero poder tornar-te orgulhoso de mim, tal como deixaste o orgulho em mim.
Venero a tua presença, porque necessito de ti.
AMO-TE <3
Um beijo da Catarina!
                                                                                                 

António Luís Meireles da Rocha Barbosa


António Luís Meireles da Rocha Barbosa esse era o nome do meu Pai.
Um Homem que teve uma vida diversa de experiências, que seguiu muitos caminhos (uns acertados, outros menos acertados), mas um Homem de muita coragem, força, garra, conhecimento, dedicação, que infelizmente o destino quis que ele partisse tão cedo, aos 50 anos.
Deixou a sua vida de casado, filhos, pais, irmãos, toda a família, amigos e principalmente deixou a sua vida. Vida que ele adorava, não era por ser meu pai mas eu sei que ele era um amante da vida. O seu sorriso demonstrava isso, demonstrava o Homem que ele era, pois o meu pai era um ser transparente, era incapaz de magoar alguém. Por tanta coisa boa que nos deixas-te Pai, por tanto orgulho tudo o que faço é para ti Pai. Tanta coisa ficou por dizer e fazer... o que tenho mais pena é de não nos acompanhares a crescer, todos os passos que damos, todas as coisas que fazemos, quem me dera poder estar agora só contigo um bocadinho para te contar tudo e principalmente dar aquele abraço de novo e muitos beijos na tua testa como dava. Já passaram quase dois anos a dor não passa, a saudade é cada vez maior e a esperança que me apareças aqui no quarto é cada vez menor, porque já peço à tanto tempo...Amo-te

Objectivo deste Blog

Na outra semana estava em casa, deitada no sofá a ver televisão, quando vejo uma senhora num programa de televisão a falar da perda de um ente querido. Acabou por dizer que tinha um blog dedicado ao familiar que perdeu. Fui logo ver o blog, achei um projecto bastante interessante e pensei isto para mim pode ser mais do que um projecto. Pode ser uma forma de "falar" e homenagear o meu pai. Comecei logo a fazer um blog nesse dia mas não gostei como estava a ficar e anulei. Agora vou começar de novo. Vou escrever aqui momentos da vida do meu pai, do grande Homem que ele foi e assim todos os nossos amigos poderão visitar o blog como forma de sentir o meu pai sempre presente. 
 Obrigada a todos, principalmente a ti pai*