sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quem me dera voltar a estar contigo PAI*

Com a perda do meu pai aprendi que a vida magoa, é dura, cruel, incerta e sobretudo é injusta.
Aprendi também que devemos dar valor a todos os momentos, momentos que nos parecem insignificantes mas que no fundo nos marcam.
Aprendi o verdadeiro significado de ter um pai. Sempre nos tratamos com muito carinho, não tenho um único momento que me faça ficar triste, mas mesmo assim penso que podia ter feito muito melhor. Aprendi também que o amor que sentimos pelo nosso pai é muito maior do que pensamos, mesmo quando somos crescidos sentimos falta de um abraço, de um beijo ou de um simples olhar.
Eu não queria ter aprendido nada, queria não te ter perdido, porque uma pessoa como tu que amava a vida passou rápido por ela. Todos perdemos momentos especiais que agora se tornam em momentos vazios. 
Sinto uma raiva de te ter perdido, essa raiva só pode ser contra a vida que me está a ensinar a viver sem ti, mas é impossível aprender a viver sem alguém que nos completa.
Só peço que agora estejas bem e que esta vida injusta, esteja a ser compensada numa possível vida depois da vida. O meu maior sonho a partir do dia em que te perdi, é um dia morrer para te encontrar, para poder partilhar novamente o nosso último abraço, que seja esse abraço o início de muitos outros abraços.
Ainda hoje passados dois anos custa-me ir ao cemitério, aquilo não parece real. Quem me dera um dia abrir a porta e seres tu, eras merecedor disso PAI. Se há alguém que não merecia isto eras tu. Eras uma pessoa completamente espectacular, carinhoso, sensível, corajoso e com um sorriso encantador.
Mais  uma vez o meu pai era assim, único, verdadeiro que deixou um grande orgulho a todos nós.
Amo-te, até um dia PAI!!!

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